Aproveitar ao máximo os hyperscalers
A maioria das empresas optará por trabalhar com pelo menos um dos hyperscalers públicos de cloud, como a Microsoft Azure, Amazon Web Services (AWS), Alibaba ou Google Cloud. E procuram tirar partido da escala global destes fornecedores, da sua profunda experiência e dos seus inúmeros serviços de cloud.
Tirar o máximo partido de um hyperscaler significa comprometer-se com uma parceria. As empresas estão a investir numa relação que irá durar anos. Além disso, os hyperscaler estão muitas vezes dispostos a investir para dar o primeiro passo nessa relação. Isto pode ser um impulso crítico para uma transformação digital, especialmente onde o financiamento é um problema, ajudando a suavizar a curva de investimento associado ao início da migração para a cloud. Mas é importante não focar apenas nos custos. A organização também precisa de considerar cuidadosamente o apoio que receberá do hyperscaler quanto à inovação, soluções especificas do setor, transformação digital e engenharia, não apenas durante a migração inicial, mas também mais à frente, onde possam existir oportunidades para explorar serviços de nível superior.
Uma equipa de peritos amplia o negócio: Aproveitar o poder dos hyperscalers
Os hyperscalers estão nas suas próprias jornadas de inovação, investindo fortemente em áreas como a simplificação da migração, adaptação de serviços para clouds privadas e expansão até ao limite.
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Os hyperscalers estão nas suas próprias jornadas de inovação, investindo fortemente em áreas como a simplificação da migração, adaptação de serviços para clouds privadas e expansão até ao limite.
Estão também a investir numa variedade de soluções cloud específicas de indústria para ampliar as fornecidas por prestadores de serviços e terceiros (p.e. HIPAA, PCI).
Por exemplo, a GE Healthcare implementou a sua Health Cloud na Amazon AWS. A Johnson Controls utiliza os aceleradores de solução IoT da Microsoft Azure com o seu termostato inteligente GLAS para dar aos proprietários acesso remoto através de aplicações móveis e da web para que possam monitorizar e controlar as funções do sistema de aquecimento e arrefecimento.
Além disso, o Stanford Center for Genomics and Personalized Medicine utiliza o Google Genomics para analisar centenas de genomas inteiros em dias e devolver os resultados das consultas em segundos, proporcionando ainda segurança fiável para os dados de ADN.
A inovação dos hyperscalers estende-se também à sustentabilidade, incorporando técnicas inovadoras para reduzir o consumo de energia nos data centers. A mudança para centros de hiperescala - enormes centros de dados baseados em cloud, administrados por grandes fornecedores de cloud em espaços com eficiência de infraestrutura - tornou a partilha de recursos de hardware e computação mais eficiente em termos de energia. O aumento do uso de energia renovável, como a implantação de servidores de arrefecimento com ar externo e a reutilização do calor residual, também está a ajudar na redução das emissões.
Uma empresa precisa de estar pronta e disposta a aproveitar toda esta inovação. É aí que um Centro de Excelência Cloud (ver anexo) pode ser fundamental, garantindo que a organização se mantém no topo da enorme gama de serviços e soluções de hyperscaling lançados a cada ano, entendendo o que ajudará o negócio (e o que não ajudará) e trabalhando com os proprietários de aplicações para facilitar a adoção.
Por exemplo, a Microsoft Azure lançou um vasto leque de serviços IoT de ponta, adquirindo competências no mercado Telco. Apesar de há pouco mais de um ano não ter qualquer experiência, hoje é capaz de responder a desafios complexos de edge-computing.
Para a maioria das organizações, a melhor forma de avançar será selecionar um hyperscaler principal para grande parte do trabalho fundamental, e trabalhar depois com um ou mais fornecedores secundários ditados pelas necessidades do negócio (regulatório, indústria, risco de concentração, trabalho especializado, comercial, etc.). Isto permite à organização adquirir competências e experiência essenciais numa única plataforma. Embora possa parecer tentador dividir o processo entre hyperscalers, o equilíbrio entre eles pode ser um desafio. O equilíbrio não pode ser o principal impulsionador, pois qualquer poupança que possa ser obtida, é anulada pela maior complexidade e requisitos de competências para múltiplas plataformas. Contudo, a funcionalidade especializada pode justificar o investimento adicional.
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Maximizar valor através de um Centro de Excelência Cloud
Ao fornecer um único foco para os negócios e para a equipa de TI, um Centro de Excelência Cloud (COE) - - uma pequena equipa multifuncional de especialistas - pode acelerar significativamente a adoção da cloud e o valor daí obtido. O COE traz governança central e direção para as opções de desenho e arquitetura cloud, ajuda a gerir a complexidade das soluções distribuídas e multi-cloud, evitando a confusão que pode surgir se cada área de negócio decidir seguir o seu próprio caminho.
Além disso, com o conhecimento centralizado em soluções de hiper escalabilidade, o COE está mais apto a acompanhar o fluxo constante de novos serviços lançados ao mercado. Ou seja, o COE pode impulsionar a agenda de inovação empresarial, ajudando a organização a aumentar sua maturidade na cloud.
O COE também tem uma função crítica de "marketing" interno, trabalhando com os proprietários das aplicações para explicar como alavancar as novas capacidades de hiperescala em seu benefício (seja redução de custos, desenvolvimento mais rápido ou novas capacidades centradas no cliente).